terça-feira, 3 de julho de 2012

Espera lá... #2

Talvez alguns dos duendes mais atentos se lembrem do post de 26 de Outubro, o primeiro Espera lá...
Falava sobre as circunstâncias que condicionam a vida de cada um de nós, ou melhor, sobre as cretinices que às vezes dizemos. Quanto se gosta de uma pessoa para deixar a chuva condicionar um beijo e um abraço?

Para os que não se lembram aqui fica, Espera lá... #1

"Não sei se posso ir ter contigo hoje... Depende do tempo.
Do tempo horas ou do tempo chuva?
Do tempo chuva. Se estiver temporal não vou.
Mas, desculpa lá, o que tem o temporal a ver com vires ou não?
Ah, não sabes? A minha garagem parece um lago quando chove. Se chover muito tenho que lá estar."

Ouve lá, que conversa é esta? Ahn? Garagem?!
 
E porque é que agora me voltei a lembrar disto? Porque a semana passada aconteceu o seguinte:
 
"Não sei se posso ir ter contigo hoje... Depende do jogo.
Do jogo porquê?
Se Portugal ganhar, vou ter contigo.
Então a minha vida sentimental agora depende dos pés do Ronaldo?
(risos)"
 
Dependeu dos pés do Ronaldo e do falhanço do Bruno Alves.
 
Mas sabem uma coisa, pequenos duendes? Obrigada à chuva e ao Bruno Alves, é tudo o que tenho a dizer.

Nota

Certo, são quase duas da manhã e eu estou na cama a comer bolachas com doce de morango e a beber leitinho, mas não podia deixar de passar por aqui só para deixar uma nota.

      Ao Príncipe Encantado que eventualmente um dia entre na minha vida:
      Rapazinho, um dia, quando eventualmente entrares na minha vida, e se me quiseres fazer feliz, pega na minha mão e diz "Cinderela, eu gosto de ti". Eu sei que pode parecer estúpido mas gosto francamente da música. E é claro que eu não me chamo Cinderela!

Ah, e já agora deixo mais dicas que te podem vir a ser úteis: não gosto de descascar laranjas mas gosto de as comer, não gosto de mexer em marisco mas gosto de o comer, não gosto de caracóis mas não há espiga que como tremoços, não gosto de peixe cozido mas grelhado até marcha, só gosto de azeitonas pretas, como os bifes mal passados, num restaurante vou sempre pedir sobremesa para depois só comer metade, choro quando estou feliz e quando estou triste por isso fica difícil distinguir, adoro viajar de carro durante horas na conversa, tenho pratos do séc. XVIII pendurados na parede da minha sala com muito orgulho mas detesto "psichés" e adoro batas fritas, gomas e chocolate.

Para resumo acho que não está mau, tirando a óbvia falta de sentido.
Espero que saibas onde moro, ou que o Pai Natal te tenha emprestado o GPS. Podes vir quando quiseres mas se for a dar para o tarde corres o risco de eu já estar a dormir.

Não tragas bombons que não engraço muito e as minhas flores preferidas são as túlipas brancas. Mas essas só há no Inverno, se apareceres antes, traz outra flor qualquer branca desde que não sejam cravos.

Até breve caro Princípe Encantado!


domingo, 1 de julho de 2012

Sol, praia e muito mar

Não é bem o meu género, entrar dentro de água, ficar a brincar nas ondas...
Não gosto de água fria. Para tomar banho, tomo em casa com água quentinha. Mas hoje fui uma corajosa!
À conta de dois duendezinhos pequeninos tive que andar no mar. A bandeira estava amarela, mas o mar estava mais ou menos tranquilo para brincar com os carneirinhos que as ondas fazem mesmo à beira-mar. E lá estive eu, os carneirinhos e os duendezinhos. Depois acabei por dar um mergulho e foi o suficiente para me lembrar que sabe bem.

Aquilo que à primeira vista seria um encontro de "namorados" tornou-se afinal numa sessão de baby sitting ao mais alto nível. Na Costa, na praia de S. João, hoje esteve-se bem. Comeu-se pão com chouriço e batatas fritas. Bebeu-se iced tea e panaché. Jogou-se à bola, apanhou-se um belo bronze (ainda está vermelho, por enquanto...) e deram-se muitas gargalhadas.

Na volta o habitual trânsito na ponte, já em casa um duche para tirar o sal e a areia e repôr energias. O meu pequeno eu-masculino adormeceu pouco depois de entrar no carro, mas vinha feliz. Ficou a promessa de repetir a dose. Posso não ter namorado, posso nunca vir a namorar este pai, mas dá-me jeito o filho dele. Proporciona momentos bons na praia, faz o meu filho feliz. E se o preço a pagar pela companhia for o baby sitting, eu pago. Com gosto, by the way.

Estes episódios com crianças lembram-me sempre que adoro ser mãe. Damn! Talvez porque não o sou a tempo inteiro, talvez por não ter de aturar birras ou resistência à autoridade. Ou talvez, simplesmente, porque tenho sorte em ser mãe de dois seres humanos incríveis que fazem a tarefa da maternidade, ainda que esporádica, pura magia.

Obrigada a Quem criou o Sol, a Praia e o Mar, e obrigada aos meus filhos por me deixarem criá-los (pouco) a eles. Obrigada também, e sem esquecer, ao pai que me emprestou o filho dele para fazer companhia ao meu.

Podemos nunca ser nada um ao outro, mas sempre que estamos juntos é divertido e carrega energias.

Amanhã, apesar de ser 2ª feira e por isso dia de folga aqui da Mimi, vou trabalhar. Na 3ª há um evento importante, ao qual não posso, nem quero, faltar e que talvez me mude a vida. Se resultar depois conto-vos duendes. Se não, não partilho fracassos!