Depois de alguns meses de afastamento, lá me deu outra vez para isto de despejar disparates.
O tema de hoje, que surgiu em amena conversa de brunch domingueiro, foi o seguinte: Porque é que o Mundo anda todo trocado?
Não se pense que ali se debateram temas sofisticados como o buraco do ozono ou as revoltas face à Troika. A conversa girou à volta das torradas. No Verão queremos que elas arrefeçam rapidamente porque estão quentes, e no Inverno, quando daria jeito que se mantivessem quentes, esfriam num instante.
O mesmo acontece com gelados, com a água que sai das torneiras, und so weiter...
Claro que nós, os debatentes, cabeças intrincadas que somos, resvalámos logo para o metafísico.
Coisas como o calor no Verão e o frio no Inverno servem, não para fazer girar o Mundo, mas para nos fazer ter umas e ansiar pelas outras. Em última análise, todos os extremos servem para nos fazer desejar os seus opostos. Este é, afinal, o expoente máximo da condição humana: insatisfação perante qualquer cenário.
Mas isso é tão bom...
domingo, 18 de novembro de 2012
terça-feira, 3 de julho de 2012
Espera lá... #2
Talvez alguns dos duendes mais atentos se lembrem do post de 26 de Outubro, o primeiro Espera lá...
Falava sobre as circunstâncias que condicionam a vida de cada um de nós, ou melhor, sobre as cretinices que às vezes dizemos. Quanto se gosta de uma pessoa para deixar a chuva condicionar um beijo e um abraço?
Para os que não se lembram aqui fica, Espera lá... #1
Falava sobre as circunstâncias que condicionam a vida de cada um de nós, ou melhor, sobre as cretinices que às vezes dizemos. Quanto se gosta de uma pessoa para deixar a chuva condicionar um beijo e um abraço?
Para os que não se lembram aqui fica, Espera lá... #1
"Não sei se posso ir ter contigo hoje... Depende do
tempo.
Do tempo horas ou do tempo chuva?
Do tempo chuva. Se estiver temporal não vou.
Mas, desculpa lá, o que tem o temporal a ver com vires ou não?
Ah, não sabes? A minha garagem parece um lago quando chove. Se chover muito tenho que lá estar."
Ouve lá, que conversa é esta? Ahn? Garagem?!
Do tempo horas ou do tempo chuva?
Do tempo chuva. Se estiver temporal não vou.
Mas, desculpa lá, o que tem o temporal a ver com vires ou não?
Ah, não sabes? A minha garagem parece um lago quando chove. Se chover muito tenho que lá estar."
Ouve lá, que conversa é esta? Ahn? Garagem?!
E porque é que agora me voltei a lembrar disto? Porque a semana passada aconteceu o seguinte:
"Não sei se posso ir ter contigo hoje... Depende do jogo.
Do jogo porquê?
Se Portugal ganhar, vou ter contigo.
Então a minha vida sentimental agora depende dos pés do Ronaldo?
(risos)"
Dependeu dos pés do Ronaldo e do falhanço do Bruno Alves.
Mas sabem uma coisa, pequenos duendes? Obrigada à chuva e ao Bruno Alves, é tudo o que tenho a dizer.
Nota
Certo, são quase duas da manhã e eu estou na cama a comer bolachas com doce de morango e a beber leitinho, mas não podia deixar de passar por aqui só para deixar uma nota.
Ao Príncipe Encantado que eventualmente um dia entre na minha vida:
Rapazinho, um dia, quando eventualmente entrares na minha vida, e se me quiseres fazer feliz, pega na minha mão e diz "Cinderela, eu gosto de ti". Eu sei que pode parecer estúpido mas gosto francamente da música. E é claro que eu não me chamo Cinderela!
Ah, e já agora deixo mais dicas que te podem vir a ser úteis: não gosto de descascar laranjas mas gosto de as comer, não gosto de mexer em marisco mas gosto de o comer, não gosto de caracóis mas não há espiga que como tremoços, não gosto de peixe cozido mas grelhado até marcha, só gosto de azeitonas pretas, como os bifes mal passados, num restaurante vou sempre pedir sobremesa para depois só comer metade, choro quando estou feliz e quando estou triste por isso fica difícil distinguir, adoro viajar de carro durante horas na conversa, tenho pratos do séc. XVIII pendurados na parede da minha sala com muito orgulho mas detesto "psichés" e adoro batas fritas, gomas e chocolate.
Para resumo acho que não está mau, tirando a óbvia falta de sentido.
Espero que saibas onde moro, ou que o Pai Natal te tenha emprestado o GPS. Podes vir quando quiseres mas se for a dar para o tarde corres o risco de eu já estar a dormir.
Não tragas bombons que não engraço muito e as minhas flores preferidas são as túlipas brancas. Mas essas só há no Inverno, se apareceres antes, traz outra flor qualquer branca desde que não sejam cravos.
Até breve caro Princípe Encantado!
Ao Príncipe Encantado que eventualmente um dia entre na minha vida:
Rapazinho, um dia, quando eventualmente entrares na minha vida, e se me quiseres fazer feliz, pega na minha mão e diz "Cinderela, eu gosto de ti". Eu sei que pode parecer estúpido mas gosto francamente da música. E é claro que eu não me chamo Cinderela!
Ah, e já agora deixo mais dicas que te podem vir a ser úteis: não gosto de descascar laranjas mas gosto de as comer, não gosto de mexer em marisco mas gosto de o comer, não gosto de caracóis mas não há espiga que como tremoços, não gosto de peixe cozido mas grelhado até marcha, só gosto de azeitonas pretas, como os bifes mal passados, num restaurante vou sempre pedir sobremesa para depois só comer metade, choro quando estou feliz e quando estou triste por isso fica difícil distinguir, adoro viajar de carro durante horas na conversa, tenho pratos do séc. XVIII pendurados na parede da minha sala com muito orgulho mas detesto "psichés" e adoro batas fritas, gomas e chocolate.
Para resumo acho que não está mau, tirando a óbvia falta de sentido.
Espero que saibas onde moro, ou que o Pai Natal te tenha emprestado o GPS. Podes vir quando quiseres mas se for a dar para o tarde corres o risco de eu já estar a dormir.
Não tragas bombons que não engraço muito e as minhas flores preferidas são as túlipas brancas. Mas essas só há no Inverno, se apareceres antes, traz outra flor qualquer branca desde que não sejam cravos.
Até breve caro Princípe Encantado!
domingo, 1 de julho de 2012
Sol, praia e muito mar
Não é bem o meu género, entrar dentro de água, ficar a brincar nas ondas...
Não gosto de água fria. Para tomar banho, tomo em casa com água quentinha. Mas hoje fui uma corajosa!
À conta de dois duendezinhos pequeninos tive que andar no mar. A bandeira estava amarela, mas o mar estava mais ou menos tranquilo para brincar com os carneirinhos que as ondas fazem mesmo à beira-mar. E lá estive eu, os carneirinhos e os duendezinhos. Depois acabei por dar um mergulho e foi o suficiente para me lembrar que sabe bem.
Aquilo que à primeira vista seria um encontro de "namorados" tornou-se afinal numa sessão de baby sitting ao mais alto nível. Na Costa, na praia de S. João, hoje esteve-se bem. Comeu-se pão com chouriço e batatas fritas. Bebeu-se iced tea e panaché. Jogou-se à bola, apanhou-se um belo bronze (ainda está vermelho, por enquanto...) e deram-se muitas gargalhadas.
Na volta o habitual trânsito na ponte, já em casa um duche para tirar o sal e a areia e repôr energias. O meu pequeno eu-masculino adormeceu pouco depois de entrar no carro, mas vinha feliz. Ficou a promessa de repetir a dose. Posso não ter namorado, posso nunca vir a namorar este pai, mas dá-me jeito o filho dele. Proporciona momentos bons na praia, faz o meu filho feliz. E se o preço a pagar pela companhia for o baby sitting, eu pago. Com gosto, by the way.
Estes episódios com crianças lembram-me sempre que adoro ser mãe. Damn! Talvez porque não o sou a tempo inteiro, talvez por não ter de aturar birras ou resistência à autoridade. Ou talvez, simplesmente, porque tenho sorte em ser mãe de dois seres humanos incríveis que fazem a tarefa da maternidade, ainda que esporádica, pura magia.
Obrigada a Quem criou o Sol, a Praia e o Mar, e obrigada aos meus filhos por me deixarem criá-los (pouco) a eles. Obrigada também, e sem esquecer, ao pai que me emprestou o filho dele para fazer companhia ao meu.
Podemos nunca ser nada um ao outro, mas sempre que estamos juntos é divertido e carrega energias.
Amanhã, apesar de ser 2ª feira e por isso dia de folga aqui da Mimi, vou trabalhar. Na 3ª há um evento importante, ao qual não posso, nem quero, faltar e que talvez me mude a vida. Se resultar depois conto-vos duendes. Se não, não partilho fracassos!
Não gosto de água fria. Para tomar banho, tomo em casa com água quentinha. Mas hoje fui uma corajosa!
À conta de dois duendezinhos pequeninos tive que andar no mar. A bandeira estava amarela, mas o mar estava mais ou menos tranquilo para brincar com os carneirinhos que as ondas fazem mesmo à beira-mar. E lá estive eu, os carneirinhos e os duendezinhos. Depois acabei por dar um mergulho e foi o suficiente para me lembrar que sabe bem.
Aquilo que à primeira vista seria um encontro de "namorados" tornou-se afinal numa sessão de baby sitting ao mais alto nível. Na Costa, na praia de S. João, hoje esteve-se bem. Comeu-se pão com chouriço e batatas fritas. Bebeu-se iced tea e panaché. Jogou-se à bola, apanhou-se um belo bronze (ainda está vermelho, por enquanto...) e deram-se muitas gargalhadas.
Na volta o habitual trânsito na ponte, já em casa um duche para tirar o sal e a areia e repôr energias. O meu pequeno eu-masculino adormeceu pouco depois de entrar no carro, mas vinha feliz. Ficou a promessa de repetir a dose. Posso não ter namorado, posso nunca vir a namorar este pai, mas dá-me jeito o filho dele. Proporciona momentos bons na praia, faz o meu filho feliz. E se o preço a pagar pela companhia for o baby sitting, eu pago. Com gosto, by the way.
Estes episódios com crianças lembram-me sempre que adoro ser mãe. Damn! Talvez porque não o sou a tempo inteiro, talvez por não ter de aturar birras ou resistência à autoridade. Ou talvez, simplesmente, porque tenho sorte em ser mãe de dois seres humanos incríveis que fazem a tarefa da maternidade, ainda que esporádica, pura magia.
Obrigada a Quem criou o Sol, a Praia e o Mar, e obrigada aos meus filhos por me deixarem criá-los (pouco) a eles. Obrigada também, e sem esquecer, ao pai que me emprestou o filho dele para fazer companhia ao meu.
Podemos nunca ser nada um ao outro, mas sempre que estamos juntos é divertido e carrega energias.
Amanhã, apesar de ser 2ª feira e por isso dia de folga aqui da Mimi, vou trabalhar. Na 3ª há um evento importante, ao qual não posso, nem quero, faltar e que talvez me mude a vida. Se resultar depois conto-vos duendes. Se não, não partilho fracassos!
sábado, 30 de junho de 2012
Ajuda de Berço
E hoje é só isto: ajudem, da forma que puderem, a Ajuda de Berço.
No site www.ajudadeberco.pt encontram as várias formas de ajudar e não só com dinheiro. Há uma lista de coisas que eles precisam, reais, palpáveis. Para aqueles que dizem que o dinheiro "ah e tal, não se sabe para onde vai", a lista é a solução. Desde material de escritório a coisas para a cozinha, passando por produtos de farmácia e mercearia, há muito por onde escolher.
Para quem não possa ajudar, nem com dinheiro, nem com produtos, eles dão uma excelente sugestão: façam chegar a causa a amigos e conhecidos. Mandem mails, liguem para 760300410, passem a palavra no café do Sr. Artur ou nos bares do Bairro. São coisas simples e ajudam muito.
Conto convosco, duendes! Para quem quiser, o número da conta da Ajuda de Berço é o 020 88 43 77 65 do Millenium e o NIB é 00 33 00 000 20 88 43 77 65 36.
Não é Natal, não é Dia da Criança, não há comemorações nem datas festivas no horizonte. Mas hoje, lá na Ajuda de Berço foi dia de dar de comer a algumas bocas, mudar algumas fraldas e dar muito colinho. 'Bora lá comemorar isso?!
No site www.ajudadeberco.pt encontram as várias formas de ajudar e não só com dinheiro. Há uma lista de coisas que eles precisam, reais, palpáveis. Para aqueles que dizem que o dinheiro "ah e tal, não se sabe para onde vai", a lista é a solução. Desde material de escritório a coisas para a cozinha, passando por produtos de farmácia e mercearia, há muito por onde escolher.
Para quem não possa ajudar, nem com dinheiro, nem com produtos, eles dão uma excelente sugestão: façam chegar a causa a amigos e conhecidos. Mandem mails, liguem para 760300410, passem a palavra no café do Sr. Artur ou nos bares do Bairro. São coisas simples e ajudam muito.
Conto convosco, duendes! Para quem quiser, o número da conta da Ajuda de Berço é o 020 88 43 77 65 do Millenium e o NIB é 00 33 00 000 20 88 43 77 65 36.
Não é Natal, não é Dia da Criança, não há comemorações nem datas festivas no horizonte. Mas hoje, lá na Ajuda de Berço foi dia de dar de comer a algumas bocas, mudar algumas fraldas e dar muito colinho. 'Bora lá comemorar isso?!
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Verão
"Chegou o Verão!
Acabou de chegar!
Veio num raio de Sol,
Veio no meio do mar.
Deixou tudo azul,
Deixou tudo luz.
Chegou o Verão!
Acabou de chegar!"
Se isto não era uma música da Rua Sésamo, era de uma colecção de cassetes (sim, não havia muitos CDs na altura) que os meus pais me compraram. Mas como me apetece sempre cantá-la por esta altura, não resisti a deixá-la aqui, mesmo sem saber a fonte.
Chegou o Verão, duendes! Festas na praia, estar na rua à noite sem ter frio (espero eu!), mais vontade de sair e esplanar e lots of romance in the air!
Eu, por aqui, vou aproveitando o calor, a água fresca do mar e os raiozinhos de UV. A partir de amanhã aproveito um bocadinho menos mas ninguém em tira o meu passeio matinal! E praia nas folgas! Quanto aos romances, estou em fase de reflexão. Meaning: fase em que acredito mais em mim e nos Planos Superiores que ditarão os próximos passos.
Quem me conhece sabe que sou crente e eu, que me conheço melhor que ninguém, sei que há aí muita história para ser vivida. Assim sendo, vou dando o meu melhor a cada dia para aproveitar este Verão e fazê-lo o melhor da minha vida até aqui. Porque quero que o próximo seja sempre melhor.
'Bora lá queridos duendes! Aproveitar bem cada dia, cada onda, cada UV. Porque este será o melhor Verão das nossas vidas (até ao próximo)!
Acabou de chegar!
Veio num raio de Sol,
Veio no meio do mar.
Deixou tudo azul,
Deixou tudo luz.
Chegou o Verão!
Acabou de chegar!"
Se isto não era uma música da Rua Sésamo, era de uma colecção de cassetes (sim, não havia muitos CDs na altura) que os meus pais me compraram. Mas como me apetece sempre cantá-la por esta altura, não resisti a deixá-la aqui, mesmo sem saber a fonte.
Chegou o Verão, duendes! Festas na praia, estar na rua à noite sem ter frio (espero eu!), mais vontade de sair e esplanar e lots of romance in the air!
Eu, por aqui, vou aproveitando o calor, a água fresca do mar e os raiozinhos de UV. A partir de amanhã aproveito um bocadinho menos mas ninguém em tira o meu passeio matinal! E praia nas folgas! Quanto aos romances, estou em fase de reflexão. Meaning: fase em que acredito mais em mim e nos Planos Superiores que ditarão os próximos passos.
Quem me conhece sabe que sou crente e eu, que me conheço melhor que ninguém, sei que há aí muita história para ser vivida. Assim sendo, vou dando o meu melhor a cada dia para aproveitar este Verão e fazê-lo o melhor da minha vida até aqui. Porque quero que o próximo seja sempre melhor.
'Bora lá queridos duendes! Aproveitar bem cada dia, cada onda, cada UV. Porque este será o melhor Verão das nossas vidas (até ao próximo)!
Last Day
Último dia de férias deste mês. Para o próximo há mais.
Lá na maravilhosa empresa onde tenho a honra de trabalhar (de verdade!) não nos deixam tirar mais que uma semana de férias. Ou pelo menos aconselham a que não o façamos. Honestamente prefiro assim, anyway.
Detesto estar muito tempo longe do trabalho. Não que adore aquilo de paixão, mas faz-me confusão perder o fio à meada, não saber bem o que se passou na minha ausência e ter de andar aos papéis nos primeiros dias. O que seria se estivesse duas semanas sem os updates!...
De qualquer forma amanhã já volto ao rebuliço do dia-a-dia. Gosto do sentimento de regressar ao trabalho e entrar na rotina, mas gosto ainda mais do facto de, daqui a menos de um mês, voltar a poder sair dessa rotina. Esta última semana trouxe-me muitas coisas boas, muitas descobertas, muitos risos e dias de sol, banhos de mar, cachorros na praia e até um passeio à Costa. Imagine-se! Eu na Costa da Caparica! Mas desengane-se quem acha que fui para a zona do frango assado e dos piqueniques na areia. Respeito quem gosta, mas não é, literalmente, a minha praia. Não senhor. Aqui a tia foi para a praia do Kontiki. Esplanar em condições, com boa companhia e um hamburguer de chorar por mais.
Adoro ser snob, que raio! Por isso aqui fica um obrigada público, loud and clear, ao meu guia turístico. Não que ele algum dia o vá ler, mas vou eu!
Talvez ainda apareça por aqui hoje, por isso não tenham saudades minhas, duendes!
Lá na maravilhosa empresa onde tenho a honra de trabalhar (de verdade!) não nos deixam tirar mais que uma semana de férias. Ou pelo menos aconselham a que não o façamos. Honestamente prefiro assim, anyway.
Detesto estar muito tempo longe do trabalho. Não que adore aquilo de paixão, mas faz-me confusão perder o fio à meada, não saber bem o que se passou na minha ausência e ter de andar aos papéis nos primeiros dias. O que seria se estivesse duas semanas sem os updates!...
De qualquer forma amanhã já volto ao rebuliço do dia-a-dia. Gosto do sentimento de regressar ao trabalho e entrar na rotina, mas gosto ainda mais do facto de, daqui a menos de um mês, voltar a poder sair dessa rotina. Esta última semana trouxe-me muitas coisas boas, muitas descobertas, muitos risos e dias de sol, banhos de mar, cachorros na praia e até um passeio à Costa. Imagine-se! Eu na Costa da Caparica! Mas desengane-se quem acha que fui para a zona do frango assado e dos piqueniques na areia. Respeito quem gosta, mas não é, literalmente, a minha praia. Não senhor. Aqui a tia foi para a praia do Kontiki. Esplanar em condições, com boa companhia e um hamburguer de chorar por mais.
Adoro ser snob, que raio! Por isso aqui fica um obrigada público, loud and clear, ao meu guia turístico. Não que ele algum dia o vá ler, mas vou eu!
Talvez ainda apareça por aqui hoje, por isso não tenham saudades minhas, duendes!
sábado, 23 de junho de 2012
Abandono. Puro e simples.
Foi o que fiz por aqui.
Ora deixa cá ver: de 12 de Fevereiro a 23 de Junho vão qualquer coisa como 131 dias, give ou take porque alguns meses pelo meio devem ter mais de 30 dias.
Reconheço. 131 dias sem vir aqui regar as plantas, abrir um bocadinho as janelas e dar um hello à vizinhança, é demais! Podia ficar aqui durante horas a falar de como é chato chegar a casa sempre depois das 11 da noite, ou de como de manhã nunca me apetece escrever, mas isso seriam só desculpas, portanto vou poupar-me a essas merdas.
Não tenho parado por aqui e quero ver se o vou fazendo mais amiúde.
Estou de férias, está um sol do caraças lá fora, a vida é linda, apanhei um escaldão do qual estou brutalmente orgulhosa e aqui estou a mimar a minha baiúca.
Tem de ser.
Entretanto ando de mini-saia, já não quero saber se as minhas pernas são gordas, acho-me a última bolacha do pacote, já me passou aquele amor triste que me perseguiu durante uns meses e comprei um Android. Uau, parece que afinal muita coisa acontece em 131 dias!
Já ultrapassei as 1000 visualizações e sou uma vaidosa que não pára de olhar para os números. Agrada-me que alguém leia os meus disparates!
Vou fazer um esforço para ir aparecendo mais por estes lados. Agora, desculpem duendes, vou pirar-me para a rua, que aqui não consigo apanhar bem os UVs...
Ora deixa cá ver: de 12 de Fevereiro a 23 de Junho vão qualquer coisa como 131 dias, give ou take porque alguns meses pelo meio devem ter mais de 30 dias.
Reconheço. 131 dias sem vir aqui regar as plantas, abrir um bocadinho as janelas e dar um hello à vizinhança, é demais! Podia ficar aqui durante horas a falar de como é chato chegar a casa sempre depois das 11 da noite, ou de como de manhã nunca me apetece escrever, mas isso seriam só desculpas, portanto vou poupar-me a essas merdas.
Não tenho parado por aqui e quero ver se o vou fazendo mais amiúde.
Estou de férias, está um sol do caraças lá fora, a vida é linda, apanhei um escaldão do qual estou brutalmente orgulhosa e aqui estou a mimar a minha baiúca.
Tem de ser.
Entretanto ando de mini-saia, já não quero saber se as minhas pernas são gordas, acho-me a última bolacha do pacote, já me passou aquele amor triste que me perseguiu durante uns meses e comprei um Android. Uau, parece que afinal muita coisa acontece em 131 dias!
Já ultrapassei as 1000 visualizações e sou uma vaidosa que não pára de olhar para os números. Agrada-me que alguém leia os meus disparates!
Vou fazer um esforço para ir aparecendo mais por estes lados. Agora, desculpem duendes, vou pirar-me para a rua, que aqui não consigo apanhar bem os UVs...
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Do Belo
Ontem, em conversa, calhou falar de pintura. De como gosto de pintura da mesma forma que alguns gostam de música e outros de futebol. Ao terminar a conversa percebi que nunca tinha aqui vindo falar disso. Facto que vou corrigir agora mesmo.
Gostar de pintura é completamente natural, inato, fisiológico. Ninguém me ensinou a gostar, nem nunca me formataram para gostar mais ou menos deste ou daquele género. E a verdade é que não gosto de um género, nem de um único pintor. Gosto do que acho bonito.
Como tudo o que nos é natural, intrínseco, também o meu gosto por pintura me traz emoções. Lágrimas ou sorrisos simples.
Chorei a olhar para um Picasso. Porque me aproximei dele, porque lhe senti o cheiro, porque sem lhe poder tocar, vi as texturas, as pinceladas. E porque, convenhamos, estar perto de um Picasso, um Dali ou um Miró, é coisa para nos fazer sentir especiais. Não sei se me senti mais culta, mais sabedora de alguma coisa ou apenas cheia de sorte por ter dois olhos saudáveis. Mas chorei. Pela Beleza, porque há coisas lindas no Mundo. As que são obra de Deus já são admiráveis por si mas Ele tudo pode. O que me fascina quando é o Homem, com todas as suas limitações, o criador do Belo, é a sua capacidade para se elevar. Não são as suas mãos que pintam um quadro ou tocam uma sinfonia, é a sua alma. Porque mãos são coisas que eu, graças a Deus, também tenho e não sei pintar, tocar, esculpir ou sequer desenhar nada de jeito. É a alma, a sua capacidade para se desprender da matéria, que torna alguns seres humanos geniais e lhes permite atingir o Belo. Compor o que nunca foi tocado, pintar o nunca antes visto, escrever o nunca vivido.
Deixo-vos com alguns exemplos de Belo, a propósito da pintura, tema de conversa.
Gostar de pintura é completamente natural, inato, fisiológico. Ninguém me ensinou a gostar, nem nunca me formataram para gostar mais ou menos deste ou daquele género. E a verdade é que não gosto de um género, nem de um único pintor. Gosto do que acho bonito.
Como tudo o que nos é natural, intrínseco, também o meu gosto por pintura me traz emoções. Lágrimas ou sorrisos simples.
Chorei a olhar para um Picasso. Porque me aproximei dele, porque lhe senti o cheiro, porque sem lhe poder tocar, vi as texturas, as pinceladas. E porque, convenhamos, estar perto de um Picasso, um Dali ou um Miró, é coisa para nos fazer sentir especiais. Não sei se me senti mais culta, mais sabedora de alguma coisa ou apenas cheia de sorte por ter dois olhos saudáveis. Mas chorei. Pela Beleza, porque há coisas lindas no Mundo. As que são obra de Deus já são admiráveis por si mas Ele tudo pode. O que me fascina quando é o Homem, com todas as suas limitações, o criador do Belo, é a sua capacidade para se elevar. Não são as suas mãos que pintam um quadro ou tocam uma sinfonia, é a sua alma. Porque mãos são coisas que eu, graças a Deus, também tenho e não sei pintar, tocar, esculpir ou sequer desenhar nada de jeito. É a alma, a sua capacidade para se desprender da matéria, que torna alguns seres humanos geniais e lhes permite atingir o Belo. Compor o que nunca foi tocado, pintar o nunca antes visto, escrever o nunca vivido.
Deixo-vos com alguns exemplos de Belo, a propósito da pintura, tema de conversa.
Dali
Velasquez
Van Gogh
Rafaello
Gauguin
Perdoem-me os entendidos pela falha cronológica. E sim, Van Gogh cortou uma orelha, Dali tinha um bigode muito capaz, Rafaello já viveu há uns anos, Velasquez também e Gauguin foi viver para o Tahiti. Há muito a dizer sobre cada um deles, muito pormenores macabros sobre possíveis desvios de personalidade. Mas poucas palavras terão a capacidade de encerrar o que sinto ao olhar estas imagens. Mais uma vez, vou reduzir-me à simplicidade e deixo apenas uma: obrigada.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Amanhã
Começa uma nova etapa. Vou mudar todos os meus horários. Vou ter mais tempo para umas coisas, menos para outras. Vou começar a chegar a casa mais tarde, eu que gosto tanto de estar em casa quando anoitece. Há uma sensação de segurança inerente ao facto de estar aqui a esta hora...
As minhas manhãs vão ser maiores. Vou começar a fazer umas caminhadas matinais, pela fresca. Vai fazer-me bem à alma e ao corpo. E eu não sei acordar tarde, mesmo que só entre ao meio-dia. Por isso vou aproveitar enquanto não chove para fazer exercício outdoors.
No fundo estou furiosa. Detesto desperdiçar tempo, sair do trabalho às nove da noite, não ter folgas ao fim de semana, almoçar às 4 da tarde, não ter horários iguais aos das pessoas com quem gosto de estar, não poder ir visitar a minha mãe ao fim de semana. Detesto, acima de tudo, mudar as minhas rotinas, os meus hábitos. Detesto sair da minha zona de conforto. Detesto sentir-me desprotegida, não saber o que fazer com o tempo, não controlar nada, não saber viver assim.
Mas detesto ainda mais estar desempregada, por isso não tenho opção. E detesto não ter opção.
Hoje detesto tudo. Detesto ter de fazer coisas que detesto. Gosto de trabalhar das 9 às 6, almoçar da 1 às 2, tomar café sempre no mesmo sítio. Isso dá-me segurança.
Por agora os níveis de segurança estão no red line. Em tudo.
As minhas manhãs vão ser maiores. Vou começar a fazer umas caminhadas matinais, pela fresca. Vai fazer-me bem à alma e ao corpo. E eu não sei acordar tarde, mesmo que só entre ao meio-dia. Por isso vou aproveitar enquanto não chove para fazer exercício outdoors.
No fundo estou furiosa. Detesto desperdiçar tempo, sair do trabalho às nove da noite, não ter folgas ao fim de semana, almoçar às 4 da tarde, não ter horários iguais aos das pessoas com quem gosto de estar, não poder ir visitar a minha mãe ao fim de semana. Detesto, acima de tudo, mudar as minhas rotinas, os meus hábitos. Detesto sair da minha zona de conforto. Detesto sentir-me desprotegida, não saber o que fazer com o tempo, não controlar nada, não saber viver assim.
Mas detesto ainda mais estar desempregada, por isso não tenho opção. E detesto não ter opção.
Hoje detesto tudo. Detesto ter de fazer coisas que detesto. Gosto de trabalhar das 9 às 6, almoçar da 1 às 2, tomar café sempre no mesmo sítio. Isso dá-me segurança.
Por agora os níveis de segurança estão no red line. Em tudo.
Não podia deixar passar
Há poucas horas, partilhando parte deste blog com a minha mãe, resolvi dar uma olhadela pelas estatísticas. Devo confessar que, apesar de saber que o tab sempre lá esteve, nunca me interessou lá ir. Até hoje, vá Deus saber porquê.
Agora, a parte interessante. Quem por aqui costuma passar sabe que sou algo dada à lamechice, que contrabalanço com alguns comentários mais cáusticos, admito. Imaginem então esta que vos escreve quando descobriu que já teve visitas da Alemanha, dos Estados Unidos, da Rússia e da Ucrânia.
Não posso mesmo deixar passar. Não se sintam os meus compatriotas renegados, porque não é disso que se trata. Convenhamos que ser lida em países tão diferentes faz bem ao ego de qualquer blogger! Não sei se são nativos dos referidos países ou tuguinhas, mas só pela pachorra de me lerem, merecem todos o meu muito obrigada.
Sei que durante o mês de Dezembro, e por falta de actualizações, as visitas foram esmorecendo, mas tudo farei para ser mais assídua aqui na baiúca. Afinal as mais de 700 visitas pedem uma casinha mais arranjada, verdade?
Acho que agora, para a globalização do disparate, só falta que me leiam em Ushuaia!
Agora, a parte interessante. Quem por aqui costuma passar sabe que sou algo dada à lamechice, que contrabalanço com alguns comentários mais cáusticos, admito. Imaginem então esta que vos escreve quando descobriu que já teve visitas da Alemanha, dos Estados Unidos, da Rússia e da Ucrânia.
Não posso mesmo deixar passar. Não se sintam os meus compatriotas renegados, porque não é disso que se trata. Convenhamos que ser lida em países tão diferentes faz bem ao ego de qualquer blogger! Não sei se são nativos dos referidos países ou tuguinhas, mas só pela pachorra de me lerem, merecem todos o meu muito obrigada.
Sei que durante o mês de Dezembro, e por falta de actualizações, as visitas foram esmorecendo, mas tudo farei para ser mais assídua aqui na baiúca. Afinal as mais de 700 visitas pedem uma casinha mais arranjada, verdade?
Acho que agora, para a globalização do disparate, só falta que me leiam em Ushuaia!
sábado, 28 de janeiro de 2012
Ver para Crer
Já dizia São Tomé e é bem verdade. A que se aplica neste caso? Passo a explicar.
Eu, que sou uma crente na espécie humana, encontro algumas vezes dificuldades em basear este meu sentimento. Isto porque, normalmente, me desiludo com as atitudes pouco humanas de alguns seres.
Curiosamente, hoje deu-se o contrário. Esperei, do fundo do meu coração que uma determinada pessoa tivesse uma determinada atitude. E verbalizei a esperança, o que levou o meu interlocutor a sugerir que eu baixasse a fasquia de forma a minimizar o risco de desilusões.
Não aconteceu. Não me desiludi. Aquele ser, verdadeiramente humano, fez exactamente o que eu esperava que ele fizesse. E não foi algo simples, que qualquer ser pudesse fazer. Foi uma demonstração de educação, altruísmo, decência, amizade e carinho.
Fez-me bem apreciar o gesto. Faz-me acreditar que o Mundo tem salvação e que, pelos vistos, ainda anda aí muita gente boa.
Eu, que sou uma crente na espécie humana, encontro algumas vezes dificuldades em basear este meu sentimento. Isto porque, normalmente, me desiludo com as atitudes pouco humanas de alguns seres.
Curiosamente, hoje deu-se o contrário. Esperei, do fundo do meu coração que uma determinada pessoa tivesse uma determinada atitude. E verbalizei a esperança, o que levou o meu interlocutor a sugerir que eu baixasse a fasquia de forma a minimizar o risco de desilusões.
Não aconteceu. Não me desiludi. Aquele ser, verdadeiramente humano, fez exactamente o que eu esperava que ele fizesse. E não foi algo simples, que qualquer ser pudesse fazer. Foi uma demonstração de educação, altruísmo, decência, amizade e carinho.
Fez-me bem apreciar o gesto. Faz-me acreditar que o Mundo tem salvação e que, pelos vistos, ainda anda aí muita gente boa.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
My Way
Ter um blog significa, não raras vezes, ter um caixote do lixo mental. É saudável. Poupamos os que gostam de nós a queixas e lamentos, mais ou menos exaltados. No meu caso particular, estes minutos de escrita ajudam-me a organizar as moléculas. E hoje as moléculas estavam particularmente agitadas por dificuldades de adaptação.
Durante 30 anos de vida já me habituei a ser vista como uma esperançosa excêntrica. Desde cedo me disseram que eu não ia mudar o mundo, que as coisas não são como eu quero.
Ainda recentemente voltei a ouvir o mesmo discurso. A minha mãe, sempre preocupada com as minhas (des)ilusões, fez questão de me dizer que eu idealizo demasiado a vida.
No meio de muitas palavras sábias percebi que o objectivo era fazer-me sonhar menos. "Tu queres que as coisas sejam sempre como tu as pensas. E às vezes não são." Claro que isto levantou imediatamente uma questão: como hei-de eu querer as coisas senão à minha maneira?
Assim, correndo o risco de cabeçadas, nódoas negras, e passando a cópia descarada, aqui fica parte de uma letra que me diz muito. Pirosa até mais não, escrita originalmente em francês por Claude François, que lhe deu o título de Comme d'Habitude, foi posteriormente adaptada para Sinatra (que a chegou a odiar!) por Paul Anka. No futuro, por adaptação.
Regrets I'll have a few
But then again too few to mention
I'll do what I have to do
And see it through without exemption
I'll plan each charted course
Each careful step along the byway
And more, much more than this
I'll do it my way
Yes there will be times I'm sure you know
When I'll bite off more than I can chew
But through it all when there is doubt
I'll eat it up and spit it out, I'll face it all
And I'll stand tall and I'll do it my way.
Entenda-se que, ainda que a esperança se mantenha a mesma, a excentricidade tem tendência a vergar-se perante a experiência. E a sensatez que, graças a Deus, já vou sentindo nas veias, começa a ser suficiente para perceber que nem tudo pode ser à minha maneira.
Mas, com educação e muita classe, será sempre ao meu jeitinho!
Durante 30 anos de vida já me habituei a ser vista como uma esperançosa excêntrica. Desde cedo me disseram que eu não ia mudar o mundo, que as coisas não são como eu quero.
Ainda recentemente voltei a ouvir o mesmo discurso. A minha mãe, sempre preocupada com as minhas (des)ilusões, fez questão de me dizer que eu idealizo demasiado a vida.
No meio de muitas palavras sábias percebi que o objectivo era fazer-me sonhar menos. "Tu queres que as coisas sejam sempre como tu as pensas. E às vezes não são." Claro que isto levantou imediatamente uma questão: como hei-de eu querer as coisas senão à minha maneira?
Assim, correndo o risco de cabeçadas, nódoas negras, e passando a cópia descarada, aqui fica parte de uma letra que me diz muito. Pirosa até mais não, escrita originalmente em francês por Claude François, que lhe deu o título de Comme d'Habitude, foi posteriormente adaptada para Sinatra (que a chegou a odiar!) por Paul Anka. No futuro, por adaptação.
Regrets I'll have a few
But then again too few to mention
I'll do what I have to do
And see it through without exemption
I'll plan each charted course
Each careful step along the byway
And more, much more than this
I'll do it my way
Yes there will be times I'm sure you know
When I'll bite off more than I can chew
But through it all when there is doubt
I'll eat it up and spit it out, I'll face it all
And I'll stand tall and I'll do it my way.
Entenda-se que, ainda que a esperança se mantenha a mesma, a excentricidade tem tendência a vergar-se perante a experiência. E a sensatez que, graças a Deus, já vou sentindo nas veias, começa a ser suficiente para perceber que nem tudo pode ser à minha maneira.
Mas, com educação e muita classe, será sempre ao meu jeitinho!
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Há coisas fantásticas, não há?
E não é que deve haver mesmo? E as coisas hoje começaram assim.
Foi uma daquelas manhãs em que a minha cama não me queria deixar ir embora. Estava quentinha, macia... Lá me levantei a custo, motivada pelo chuveiro quente e obrigada pelas tarefas do dia.
Arrastei-me até ao metro e dali até à empresa sem o mínimo entusiasmo.
Tomei o café matinal, fumei o cigarro matinal. Percorri os meus habituais pensamentos matinais. E como habitualmente cheguei a algumas conclusões.
Entrei na sala e entreguei-me ao computador, ao projector e a cada uma das aplicações com que precisei de trabalhar hoje. E deixei-me ir. A inércia foi desaparecendo, as nuvens foram-se dissipando e dentro daquela sala instalou-se um Sol gigante. Não que o computador, o projector ou as aplicações tenham propriedades terapêuticas, nada disso. Mas os sorrisos têm, a solidariedade tem, palavras honestas de mimo têm.
Os meus Centrums e Red Bulls são os mimos, os sorrisos, a protecção que algumas pessoas me dedicam.
Gosto de acordar com música, dar muitos beijos logo de manhã, ir trabalhar com planos a saltitar na cabeça. Não sei se alguma vez vou poder ter manhãs assim, mas até lá, obrigada a quem dedica alguns minutos do seu dia a tentar preencher as primeiras horas dos meus dias e fazer-me sentir especial.
Coisas fantásticas? Não sei. Pessoas fantásticas, com toda a certeza.
Foi uma daquelas manhãs em que a minha cama não me queria deixar ir embora. Estava quentinha, macia... Lá me levantei a custo, motivada pelo chuveiro quente e obrigada pelas tarefas do dia.
Arrastei-me até ao metro e dali até à empresa sem o mínimo entusiasmo.
Tomei o café matinal, fumei o cigarro matinal. Percorri os meus habituais pensamentos matinais. E como habitualmente cheguei a algumas conclusões.
Entrei na sala e entreguei-me ao computador, ao projector e a cada uma das aplicações com que precisei de trabalhar hoje. E deixei-me ir. A inércia foi desaparecendo, as nuvens foram-se dissipando e dentro daquela sala instalou-se um Sol gigante. Não que o computador, o projector ou as aplicações tenham propriedades terapêuticas, nada disso. Mas os sorrisos têm, a solidariedade tem, palavras honestas de mimo têm.
Os meus Centrums e Red Bulls são os mimos, os sorrisos, a protecção que algumas pessoas me dedicam.
Gosto de acordar com música, dar muitos beijos logo de manhã, ir trabalhar com planos a saltitar na cabeça. Não sei se alguma vez vou poder ter manhãs assim, mas até lá, obrigada a quem dedica alguns minutos do seu dia a tentar preencher as primeiras horas dos meus dias e fazer-me sentir especial.
Coisas fantásticas? Não sei. Pessoas fantásticas, com toda a certeza.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Definições indecisas
Hoje o dia devia ser de definições. Mas só serviu para me baralhar.
Lá consegui saber que a formação de dois meses até correu bem, o que não me disseram foi o que vou fazer a seguir. Deixaram ao meu critério escolher o horário e, em função disso a equipa. Ou vice versa.
O dilema agora é escolher um horário normal mas ficar a dirigir uma equipa manhosa ou optar por um horário manhoso mas numa equipa desafiante. A primeira hipótese permite-me ter vida social, ver a luz do dia e ter um horário mais tranquilo. A segunda vai acabar com toda e qualquer oportunidade de socializar, sair ou ter uma vida normal.
Assim que qualquer pessoa me diria, obviamente, que optasse pela primeira. Mas a segunda, pelo trabalho que terei que desenvolver, tem mais probabilidade de, dentro do género, me preencher.
Decisão tomada. E mesmo assim não estou feliz. Sinto-me de asas cortadas, mãos atadas, boca silenciada. Que estranho...
Lá consegui saber que a formação de dois meses até correu bem, o que não me disseram foi o que vou fazer a seguir. Deixaram ao meu critério escolher o horário e, em função disso a equipa. Ou vice versa.
O dilema agora é escolher um horário normal mas ficar a dirigir uma equipa manhosa ou optar por um horário manhoso mas numa equipa desafiante. A primeira hipótese permite-me ter vida social, ver a luz do dia e ter um horário mais tranquilo. A segunda vai acabar com toda e qualquer oportunidade de socializar, sair ou ter uma vida normal.
Assim que qualquer pessoa me diria, obviamente, que optasse pela primeira. Mas a segunda, pelo trabalho que terei que desenvolver, tem mais probabilidade de, dentro do género, me preencher.
Decisão tomada. E mesmo assim não estou feliz. Sinto-me de asas cortadas, mãos atadas, boca silenciada. Que estranho...
domingo, 22 de janeiro de 2012
Nem sempre menos é mais
Um Domingo solarengo não é o ideal para estar agarrada ao PC. Nem eu estive. Mas numa das minhas deambulações pré-almoço, voltei a ver um site que já me tinha agradado antes... More is better.
Quem me conhece sabe que eu sou dada a acessorizar. Adoro os meus jeans e camisa branca mas depois gosto de apontamentos, pormenores. Como em tudo na vida, aliás: simples mas sempre com algo a descobrir.
E as pulseirinhas que vi no dito site são lindas. Simplesmente lindas. Nem quero saber se meio-mundo já as descobriu e se outro meio já as tem. Eu descobri hoje e quero meia dúzia.
Quem me conhece sabe que eu sou dada a acessorizar. Adoro os meus jeans e camisa branca mas depois gosto de apontamentos, pormenores. Como em tudo na vida, aliás: simples mas sempre com algo a descobrir.
E as pulseirinhas que vi no dito site são lindas. Simplesmente lindas. Nem quero saber se meio-mundo já as descobriu e se outro meio já as tem. Eu descobri hoje e quero meia dúzia.
Fiquei fã! Mas não fiquei por aqui. Como o almoço ainda tardava e como, de qualquer forma, não era eu que estava encarregue do repasto, continuei, qual Indiana Jones em busca do acesório perfeito.
Achei estas coisas, da Calvin Klein, marca da qual gosto particularmente pelas linhas simples.
As duas primeiras imagens são pulseiras, a terceira é um colar e a última um anel. Nenhuma delas é a dar para o barato, mas são todas perfeitas. Linhas depuradas, ar limpo e suave. Gosto. Very me.
Amanhã será um dia de definições, coisa que muito me agrada. Diz o meu horóscopo que vou ter um início de ano cheio de sucessos profissionais e com possibilidade de viagens. De repente não associo a minha função a grandes viagens, mas a ideia agrada-me. Acho que Marte está no meu signo e que me vai dar força para concretizar os meus projectos.
Não tenha eu vontade de andar para a frente, que sempre estou para ver se Marte me ajuda!
Anyway, é bom ler estas coisas. A motivação é sempre bem vinda.
Um dia de Sol
Adoro dias como o de hoje. Acordei pouco depois das oito, com o sol a inundar-me o quarto.
Já no dia anterior tinha decidido que ia vestir uma coisinha leve, tendo em conta o dia da semana e as condições atmosféricas previstas, por isso rapidamente saí de casa. O dia estava magnífico e até na minha rua, onde se costuma fazer sentir um vento serrano, a temperatura era primaveril.
Para não cansar ninguém com devaneios pormenorizados do meu dia, posso dizer que depois de mais de uma hora a ouvir música a vivo, fui passear na praia e acabei a tarde numa conhecida pastelaria do Restelo a comer os também conhecidos croissants. A companhia era boa e o dia ajudou.
Claro que eu, moça de nunca estar satisfeita com nada, queria só mais algumas coisinhas. Diz o povo que quem tudo quer, tudo perde, mas eu, moça de nunca estar satisfeita com nada, acho isto um disparate e, portanto, vou continuar a querer tudo.
A saber: sol no céu, croissants na barriguinha, dias bem passados, dinheiro na algibeira e quem eu gosto junto de mim.
Para quem se lembra do post acerca da felicidade a mais, aqui fica uma conclusão a que cheguei. Ter aquilo que se quer não é ser demasiado feliz. É ser feliz na justa medida. E de preferência numa casa amarela...
Já no dia anterior tinha decidido que ia vestir uma coisinha leve, tendo em conta o dia da semana e as condições atmosféricas previstas, por isso rapidamente saí de casa. O dia estava magnífico e até na minha rua, onde se costuma fazer sentir um vento serrano, a temperatura era primaveril.
Para não cansar ninguém com devaneios pormenorizados do meu dia, posso dizer que depois de mais de uma hora a ouvir música a vivo, fui passear na praia e acabei a tarde numa conhecida pastelaria do Restelo a comer os também conhecidos croissants. A companhia era boa e o dia ajudou.
Claro que eu, moça de nunca estar satisfeita com nada, queria só mais algumas coisinhas. Diz o povo que quem tudo quer, tudo perde, mas eu, moça de nunca estar satisfeita com nada, acho isto um disparate e, portanto, vou continuar a querer tudo.
A saber: sol no céu, croissants na barriguinha, dias bem passados, dinheiro na algibeira e quem eu gosto junto de mim.
Para quem se lembra do post acerca da felicidade a mais, aqui fica uma conclusão a que cheguei. Ter aquilo que se quer não é ser demasiado feliz. É ser feliz na justa medida. E de preferência numa casa amarela...
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Longas ausências
Mais de dois meses... Foi o tempo que deixei a minha baiúcazinha abandonada...
Foi muito tempo. Ou apenas o suficiente, parece-me melhor assim.
Mudei de emprego, mudei de hábitos, mudei de café, mudei de perspectiva. Mas no fundo não mudei nada.
Já não ando de metro, mas falo com mais pessoas. Irrito-me mais, rio mais.
Já não trabalho num escritório, estou num open space. O barulho chega a impedir-me de me ouvir a mim própria.
Já não vou almoçar ao café do outro lado da rua, este fica numa rua mais acima. A Fátima e a Rosário foram substituídas pela Joana.
Já não vejo a Mafalda nem o Bernardo, falo todos os dias com a Ana e o Luís. Normalmente ao pé da máquina do café, que já não é uma DeLonghi e serve o pior café do mundo.
Mais de dois meses... Foi o tempo que precisei para arrumar tudo por aqui.
Longas ausências neste blog e em mim própria. Longos momentos de carinho, não neste blog, mas em mim própria. Desconstruí para voltar a construir. Questionei para voltar a acreditar.
Testo-me diariamente com um afinco cansativo mas perseverante. Ponho-me à prova. Deixei de ter medo de lutar ou vergonha de fugir.
Não raramente passa na minha cabeça a oração de que gosto tanto, "Força para lutar, resignação para aceitar e Sabedoria para distinguir".
Luto quando tem de ser, resigno-me pouco porque não faz o meu género, ainda ando à procura de ser sábia, mas é um processo.
Conheci seres humanos excepcionais. Conheci outros que me fizeram perceber que os primeiros são mesmo excepcionais. Ganhei um verdadeiro amigo e alguém que não posso sequer encerrar em definições.
Aprendi coisas que jamais me passaram pela cabeça. Aprendi a não dizer não, sorrir o tempo todo, usar as palavras certas para as ocasiões certas. E quando deixei de encerrar as pessoas em definições, aprendi o silêncio. Meaningful silences. Será esta a minha próxima tatuagem. E será a última.
Depois das infinitudes gritadas aos quatro ventos nas minhas costas, das celebrações dos arcanjos, da defesa da paz, e da constante lembrança dos lados escuros dos seres humanos, fica o selo. O lacre. O silêncio.
Vi a morte de um ente querido, vi-a por dentro. De mim. Chorei por mim e pela saudade que sei que vou ter. Chorei pelo que foi e já não volta e pelo que nunca foi e já não será. Voltei a morte do avesso e fi-la vida. Numa tentativa comum de tirar sempre sumo doce dos limões amargos, percebi que o tempo que cá estamos é só o suficiente para sermos felizes. E que dois meses não são nada, e trinta anos muito pouco.
Afinal nestes dois meses quase não choveu e nestes trinta anos pouco conheci.
Aqui fica um recomeço, que começa num fim que já se previa e caminha para onde eu o levar, ou para onde os silêncios me levarem a mim.
Foi muito tempo. Ou apenas o suficiente, parece-me melhor assim.
Mudei de emprego, mudei de hábitos, mudei de café, mudei de perspectiva. Mas no fundo não mudei nada.
Já não ando de metro, mas falo com mais pessoas. Irrito-me mais, rio mais.
Já não trabalho num escritório, estou num open space. O barulho chega a impedir-me de me ouvir a mim própria.
Já não vou almoçar ao café do outro lado da rua, este fica numa rua mais acima. A Fátima e a Rosário foram substituídas pela Joana.
Já não vejo a Mafalda nem o Bernardo, falo todos os dias com a Ana e o Luís. Normalmente ao pé da máquina do café, que já não é uma DeLonghi e serve o pior café do mundo.
Mais de dois meses... Foi o tempo que precisei para arrumar tudo por aqui.
Longas ausências neste blog e em mim própria. Longos momentos de carinho, não neste blog, mas em mim própria. Desconstruí para voltar a construir. Questionei para voltar a acreditar.
Testo-me diariamente com um afinco cansativo mas perseverante. Ponho-me à prova. Deixei de ter medo de lutar ou vergonha de fugir.
Não raramente passa na minha cabeça a oração de que gosto tanto, "Força para lutar, resignação para aceitar e Sabedoria para distinguir".
Luto quando tem de ser, resigno-me pouco porque não faz o meu género, ainda ando à procura de ser sábia, mas é um processo.
Conheci seres humanos excepcionais. Conheci outros que me fizeram perceber que os primeiros são mesmo excepcionais. Ganhei um verdadeiro amigo e alguém que não posso sequer encerrar em definições.
Aprendi coisas que jamais me passaram pela cabeça. Aprendi a não dizer não, sorrir o tempo todo, usar as palavras certas para as ocasiões certas. E quando deixei de encerrar as pessoas em definições, aprendi o silêncio. Meaningful silences. Será esta a minha próxima tatuagem. E será a última.
Depois das infinitudes gritadas aos quatro ventos nas minhas costas, das celebrações dos arcanjos, da defesa da paz, e da constante lembrança dos lados escuros dos seres humanos, fica o selo. O lacre. O silêncio.
Vi a morte de um ente querido, vi-a por dentro. De mim. Chorei por mim e pela saudade que sei que vou ter. Chorei pelo que foi e já não volta e pelo que nunca foi e já não será. Voltei a morte do avesso e fi-la vida. Numa tentativa comum de tirar sempre sumo doce dos limões amargos, percebi que o tempo que cá estamos é só o suficiente para sermos felizes. E que dois meses não são nada, e trinta anos muito pouco.
Afinal nestes dois meses quase não choveu e nestes trinta anos pouco conheci.
Aqui fica um recomeço, que começa num fim que já se previa e caminha para onde eu o levar, ou para onde os silêncios me levarem a mim.
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