segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Será que o conceito "felicidade a mais" existe?

Tenho pensado um bocado nisto...
Será que há um limite para ser feliz? Imaginem: eu tenho filhos lindos, um marido que me adora, pilhas de dinheiro, pais que me apoiam, mas não sou feliz porque queria... Ter um emprego. Ou: eu adoro o meu trabalho, tenho uma casa fantástica que eu própria comprei e decorei, o meu namorado é o melhor do Mundo mas sou infeliz porque queria... Ter filhos. Ou: tenho amigos maravilhosos, uma casa linda, vivo com o amor da minha vida mas gostava de... Conhecer a minha mãe.
São exemplos parvos mas servem apenas para exemplificar que nós nunca estamos completamente felizes com o que temos e queremos sempre mais. Depois há quem se limite só a querer e há quem corra atrás das coisas.
Eu sou das que corre. E às vezes corro tanto que tropeço.
Eu tinha uma família linda (com duas enteadas que eram amores de beijinhos), uma casa linda, adorava trabalhar, viajava, comprava (quase tudo) o que queria. Mas digamos que o respectivo deixou de corresponder aquilo que eu queria. E separei-me. Porque ia tirar um peso de cima, porque queria viver a minha vida sem me sentir esmagada pelos humores da outra pessoa. Achei que seria mais feliz se conseguisse respirar.
E sou. Já não peço autorização para deixar entrar ar no meu peito, posso usar botins sem ser criticada e ter pijamas da Kitty aos molhos! A minha casa é só minha e é linda! Sou mais eu e descubro-me a cada dia. Mas já não vejo as miúdas, já não posso viajar, vivo a contar tostões e o meu Universo de contactos sociais resume-se à minha mãe e aos meus filhos.
Quero mais.
Tenho uma teoria que o Universo se auto-equilibra. Ou seja, se temos muito dinheiro, provavelmente não temos amigos; se temos um homem maravilhoso, temos um trabalho de caca; se temos dinheiro, amigos, um homem maravilhoso, então temos uma doença crónica qualquer, tipo bronquite, que nos tira o sono. É uma forma de equilíbrio. Ninguém pode ter tudo.
Mas será que eu podia ter um bocadinho mais? É que o trabalho é um nojo, o dinheiro nem o vejo, não tenho vida social, não tenho namorado. Coisas boas, e que ainda assim não trocava nunca: adoro a minha casa, tenho um Bogas que me leva a todo o lado e o mais importante, tenho a minha mãe e os meus filhos.
Agora a pergunta é: não será já suficiente? Tenho saúde, comida no prato, os meus sempre "à minha beira" e também de saúde, um tecto jeitosinho e um veículo que me facilita a vida. Será justo pedir mais? Bem, de verdade não queria muito mais. Só mais um bocadito de dinheiro, que agora vêm aí uns aniversários e depois o Xmas, um trabalho que me desse gozo e onde não fosse tratada ao pontapé e um homem honesto, bem formado, meiguinho e acima de tudo companheiro, para poder conversar e dar miminhos.
Não é muito, pois não? A minha mãe diz que devemos sempre pedir mais, querer mais, acreditar mais, lutar mais, correr mais. Mas a mim dá-me a sensação que se correr mais vou acabar por me estatelar no chão...

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Para o fim de semana

Parece que até vai estar sol no fim de semana, mas é sempre bom ter um livro para ler, quanto mais não seja numa esplanadazinha abrigada.
Experimentem este. É sangue novo, gente que tentou e chegou ao fim de um concurso. É barato (4€) e ajuda a AMI. Eu já li dois dos contos e gostei. Quando acabar aviso e digo qual é o meu eleito.


Petite

Descobri hoje uma coisa magnífica que talvez toda a gente já saiba, mas para mim é pólvora.
Há uma loja online maravilhosa, que é a Asos, onde eu vou algumas vezes mas de onde nunca comprei nada. Não tenho objecções ao comércio online, gosto muito, mas normalmente Zara, Mango e Lanidor satisfazem as minhas necessidades de compras cibernéticas. Como nunca experimentei nada da Asos fico com receio de estar à espera de um tipo de qualidade e depois ter uma surpresa desagradável. By the way, se alguém quiser fazer o favor de deixar por aí um testemunho de experiência com a Asos, be my guest. Aquilo é bonzinho ou é assim estilo fraquinho, com tecidinhos de caca e costuras mal amanhadas? Desculpem a ignorância, mas tenho de perguntar.

E porquê a curiosidade súbita? Porque como disse logo no início do post, descobri uma coisa maravilhosa: os senhores da Asos têm uma colecção dedicada às Petites como eu. Apesar de me orgulhar muito dos meus 158cm (dizem os tipos do Registo, porque eu tenho para mim que são 163), costumo ter um problema com bainhas. De calças e saias. E com larguras, porque raramente os meus 50kgs são suficientes para encher os 34 que por aí agora se vendem. E nada de fazer roupa mais pequena, que isso incita à estupidez das miúdas andarem a vomitar! Bem, isto dará outro post, voltemos ao tema...
Ora, 1,58m e 50kg, não dá de facto para encher grande coisa. Percebem então a pólvora, não é? Calças pequeninas na altura e na largura! Mini saias que ficam efectivamente mini! Fim dos vestidos que nas modelos tapam metade da coxa e a mim tapam metade do joelho!

Porque se andam por aí as lojas a anunciar plus sizes, não entendo porque não anunciam minus sizes. Quem são as discriminadas agora, ahn? Já viram Elenas Mirós para gente pequena? Não! Mas se quisessem comprar uma parka e acabassem a procurar na Zara Kids, iam gostar de ver. E se mesmo na Zara Kids os ombros ficassem no sítio, mas as mangas acabassem por ficar pequenas, iam gostar ainda mais!

Obrigada Asos, por pensares nas pequenitas! Aqui ficam, em homenagem, algumas imagens. Há roupa para todos os estilos. Eu é que escolhi o que gosto mais...



Fait Divers #2 - Cremes

Bem, na realidade este post não vai falar sobre cremes, no plural, mas sim sobre um creme. Singular.
Singular, especial, visionário. Espero ter capacidade léxica e científica suficiente para o descrever. Vou tentar.

O Lancôme Visionnaire parece uma fórmula mágica. Quando se põe no dedo tem partículas brilhantes, cor de madre-pérola. Oscila entre reflexos rosa, roxos, azuis e dourados. E tem um aroma fantástico. Não chega a ser um cheiro, é mesmo só um aroma. Assim que o pomos na pele sentimos conforto imediato. Pelo menos eu, que depois de lavar a cara sinto a pele a abrir...
E isto são só as impressões sensoriais básicas. Que todos podem ver, sentir, cheirar.
Aprofudando: na embalagem as promessas são de diminuir as rugas, fechar os poros e aumentar a homogeneidade da pele. Não posso falar das primeiras, porque honestamente não é com quatro dias de uso que o creme faria efeito. Mas o aspecto dos poros e da pele melhora visivelmente.
E porquê? Porque na sua fórmula consta o LR 2412 (como se eu soubesse o que é...), uma molécula construída para atravessar as várias camadas da pele despoletando um processo de micro-transformações de recriação.


Fica a explicação pseudo-científica. Não é minha intenção ser crítica de cosméticos, de maneira que não vou mais além. Não comprei o creme, nem a Lancôme me pagou para dizer bem dele. Experimentei a amostra e comigo a molécula foi uma gaja porreira. Pôs-se aqui a atravessar-me a pele e resultou mesmo! A pele fica com óptimo aspecto e muito, muito suave. Mas a ideia de coisas fabricadas em laboratório não me agrada muito... Pode ser só pancada, que é o mais provável.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Pureza

Passem no blog Carmo avant Chanel. Boa conversa, miúdas bonitas e interessantes. O ID da Pureza do Fashion Rules.
E depois passem no Fashion Rules. Numa palavra: brutal.

Fait Divers #1 - Cabelo

No fim de semana vou cortar o cabelo. Ao que parece anda aí uma febre generalizada de corte de cabelo. Mas eu vou cortar o meu só porque sim. Porque precisa e tem as pontas já um bocado esquisitas, a acusar o facto de já não verem tesoura há quase seis meses...
E penso sempre isto: vou só ali cortar as pontas, para ficar com o cabelo bonito e justificar o empate de capital em amaciadores XPTO e séruns e cremes e etcs de todo o tipo. O problema é que logo a seguir a este raciocínio tão lógico e maduro, começo a divagar (pois claro, que isto de lógicas acaba sempre em divagação). Se vou lá e até gosto do Rui, que é um miminho a tratar de cabelos e de mim, porque não dar um jeito? Só um arzinho de graça? Isso de cortar só as pontas é um bocado monótono, devia mudar um bocadinho...
E é aqui que o "gato vai à felhoz"! Lá começo eu a ver as minhas Vogues e a ter ideias. A saber: tenho que endireitar um bocadinho a melena. Gosto de escadeados mas dos que dão volume e movimento, não dos que fazem um bico atrás. Quero aproximar mais o tamanho da franja do do resto do cabelo. Quero cortar quase à altura dos ombros. E acima de tudo quero ver se me lembro que quando chegar o Verão quero ter cabelo que se veja.
(Nota: há um ano fiz uma franja e o cabelo acima dos ombros. Claro que no Verão a franja estava toda enjoada e o cabelo naquele tamanho de "Deus me livre"...)


Ah, como eu sou assumidamente uma "Maria-vai-com-as-outras" resolvi também ter uma rúbrica recorrente como vi em outros blogs. Chamo-lhe Fait Divers porque é isso mesmo: coisas que não têm interesse nem substância. Oooohhh, como gosto de coisas sem interesse nem substância.
Hoje ainda deve rebentar por aqui o Fait Divers #2 - Cremes. Experimentei um fantástico. Merece registo.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Espera lá...

"Não sei se posso ir ter contigo hoje... Depende do tempo.
Do tempo horas ou do tempo chuva?
Do tempo chuva. Se estiver temporal não vou.
Mas, desculpa lá, o que tem o temporal a ver com vires ou não?
Ah, não sabes? A minha garagem parece um lago quando chove. Se chover muito tenho que lá estar."

Ouve lá, que conversa é esta? Ahn? Garagem?!

São lindos!

Não consigo resistir a estes impulsos! Acho tudo tão lindo, que tenho que mostrar. E como descubro estas coisas lindas? Sou fã acérrima de publicações de moda espanholas. Não defendo os nuestros hermanos com unhas e dentes mas acho que em matéria de moda e beleza, estão muito mais à frente que nós. Eles e os brasileiros (e estes últimos também em termos de decoração).
Ora, consumo Elles, Vogues, Telvas, Glamours e tudo que apareça dentro do género, com uma voracidade semelhante à que emprego nas batatas fritas do Burguer King. E depois vejo coisas lindas nas ditas revistas. E é uma gaita! Porque o hipotálamo não fica sossegado! Mas como a carteira está vazia, acho que o meu hipotálamo vai ter que tomar um cházinho de camomila com valeriana para sossegar.
Mas vejam lá se não tenho razão? Muita muita muita razão?


Clutch dourada e sabrinas leopardo - Zara

E estas? Perfeitas para um dia como o de hoje... Com aquele toque mimoso que eu adoro...


Galochas - Hunter

Digam que me compreendem... Não que me faça diferença se ninguém compreender. Gosto e pronto. Mas podem oferecer, mesmo sem compreensão, ahn?

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Já está! Que gaita!

Hoje chateei-me! Estou farta de ouvir gritarias, de nunca nada estar bem, de fazer um milhão de coisas maravilhosas e alguém conseguir achar sempre um micro-milímetro de defeitos.
Detesto a sensação de deixar as outras pessoas controlarem o meu estado de espírito. E acredito que quem está mal, muda-se.
E eu estou mal, logo vou ter de me mudar. Quando alguma coisa não está bem, temos o dever de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para a melhorar. Nada dessas conversas de "ah, a minha vida é um cocó, mas eu não faço nada para mudar".
Eu faço, sou uma fazedora. Penso, penso e penso. E faço. Já está. Comecei a fazer.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Há dias assim...

Hoje estou triste. Sem forças. Sinto-me inodora, incolor, insípida.
Vantagem: amanhã só posso estar melhor.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Pois é...

E quando lemos, escritinho branco no preto (neste caso é mesmo, não é gaffe) tudo aquilo que já sabemos?
Poisoned Apple, és a maior. Mas podes ser mais meiguinha a dizer as verdades?...

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Yey!

Atingi hoje a brilhante marca de 300 visitas!!! Obrigada visitantes!! (sou patética face a blogs que já vão em milhões)
Agora acho que posso pedinchar comentários, ou não? Digam bem ou digam mal, mas expressem-se que eu vou gostar de saber o que pensam! Prometo não publicar comentários de que não goste. Pois, porque a Democracia é lá fora da baiúca e aqui reina o despotismo esclarecido. Eu é que faço as regras, mas esclareço sempre toda a gente.

Mas vá, dou o desconto. Se forem opiniões educadas eu publico, mesmo que o meu ego fique todo enxovalhadinho...

Opá, eu que sou tão miminhos fico feliz com estas coisas, o que é que querem?

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Já faltou mais...

De tempos a tempos volta a vontade de fazer mais uma tatuagem. Tenho 4 e ao que parece (ou porque dá jeito) devem ser sempre em número ímpar. E é claro que quando fiz a 4ª já sabia que era só a desculpa para fazer a 5ª. Mas ando há mais de um ano a pensar nisso... Agora vi esta (a do coração) e acho que me vou decidir. Gosto do sítio onde está, da simplicidade, do significado que lhe dou...

Pessoas quem têm voto na matéria do meu corpo, o que dizem? 
(desta lista fazem parte apenas: quem o concebeu e quem o usou como incubadora)

Imagem do The Blonde Salad


E já que a outra imagem veio agarrada e eu sou demasiado tecno-naba para separar, aproveito para deixar a mensagem: When in doubt, love.

Foge, Mini Eu, foge...

A desgraçada da Mini Eu resolveu riscar dignamente o ecrã de um Toshiba com menos de 48 horas lá em casa. Não são risquitos, que a miúda tem necessidades claras de afirmação. São riscos. Dois. E como diz a minha mãe, até com o ecrã desligado se vêm.

Foge criança, começa a fugir... Mas não é por causa dos riscos, e tu sabes.

Brainstorming

Tenho muitas coisas na cabeça hoje: um perfume, umas calças e uma inquietação. Ah, e uma homenagem.
De trás para a frente que a Mimi sempre foi moça de complicar!

Homenagem: a Pedro Rolo Duarte. Já aqui disse que gosto de ler o que ele escreve, mas hoje ainda gosto mais.

Inquietação: face a um tema que se me coloca várias vezes mas que hoje resolveu tomar forma de palavra. O que leva duas mulheres na casa dos 40 (ou 50) a passarem o dia a dizer mal uma da outra, ainda mais a mim, criatura que não conhecem de lado nenhum, a não ser de passar cerca de 562 vezes (por dia) na mesma porta? Eu cresci com a crença que as pessoas vão amadurecendo, que as coisas mesquinhas vão ficando pelos liceus e faculdades, e que a partir de uma certa idade já estamos bem a cagar para as idiotices dos outros. E ensinamos aos nossos filhos que não se diz mal dos outros pelas costas, e que se alguma coisa nos incomoda devemos ser educados e frontais a resolvê-la. E estas duas senhoras, mães de filhos já adultos, ocupam o seu tempo e esfrangalharem-se quando podiam aproveitar aqueles minutos para me dar dicas de boas pastelarias na zona ou como fazer um bolo fofinho.

Calças: quero umas básicas a imitar pele. Umas pretas e umas vermelhas. Há umas giras na Bershka... Preto básico clássico. Vermelho básico irreverente.



Perfume: Diane Von Fustenberg. É delicioso. Cheira a pó de talco mas dos bons. E passados uns minutos cheira a meigo, a doce, a quentinho, a abraço. MA-RA-VI-LHO-SO!









Nada neste post hoje faz sentido, mas tenho a cabeça a mil. E não me posso esquecer de agradecer do fundo do coração a quem torna os meus dias laborais mais fáceis... Apoios ao Cliente de: Rumbo, Logitravel, Iberia, British Airways, Vueling, Easyjet, TAP. E às minhas incansáveis meninas da TravelStore: MJ e S. São eles que me permitem ainda ter tempo para vir aqui mandar as tais "postas" (de salmão, que pescada é blhec).

Agora vou só ali emitir mais um ou dois bilhetes para o Brasil e já venho.

Nota: acalmem-se os mais "cotoveleiros" que quem voa naquelas companhias todas não sou eu!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Não se esqueçam de respirar pelo meio...

Porque a baiúca hoje já esteve mais a dar para a mimice, 'bora lá arrebitar a coisa. Vejam bem estas coisas tão lindas que a H&M põe à nossa disposição... Estou a pensar juntar tudo num modelito... E venha de lá o frio de Outono!







Digam lá que não apetece? Metermo-nos dentro de um vestido macio, barato e giríssimo... Obrigada Hennes & Mauritz!

A Minha Mãe e Eu


Este fim de semana, como em tantos outros, fui a casa da minha mãe. Saio do trabalho, no centro de Lisboa, e faço-me à estrada. A A1 conhece-me como um dos seus viajantes mais assíduos. Esta foto mostra mais uma viagem. O pontinho maior em cima, sozinho (e muitíssimo desfocado), é a Lua. Não era tarde ainda, deviam ser umas oito horas, estava a chegar a casa.
Cheguei, jantei, dormi, acordei e passei mais um dia com o primeiro amor eterno da minha vida: a minha mãe. Depois jantei, dormi, acordei e vim embora. São pouco mais de 24h que passam no tempo de um abraço, mas nesse tempo cada abraço dura uma eternidade.
Resolvi fazer este post para agradecer à minha mãe por ainda me deixar ser filha. Filha nos abraços e na comida que me prepara para trazer. Na toalha que me leva quando saio do banho e no gesto ternurento de me secar o cabelo.
É verdade, tenho 30 anos e a minha mãe seca-me o cabelo quando eu tenho preguiça. Para não ir para a rua com o cabelo molhado, diz ela.
Quando se é mãe às vezes deixa-se de ser filha e a minha mãe não deixa isso acontecer. Espero que um dia quando a minha filha tiver 30 anos, eu também lhe seque o cabelo, ouça os seus disparates e lhe compre os botins pelos quais se apaixonou.
Espero fazê-lo, mas nunca o farei tão bem como a minha mãe.
Nem sempre foi assim, claro. A minha mãe já foi outra mãe e eu também já fui outra filha. Mas o amor foi sempre o mesmo. Nas chineladas que levei em pequena e nos sermões que ouvi já maior, em todas as vezes que a desiludi e em todas em que a deixei orgulhosa de mim, o amor foi sempre o mesmo. E hoje, no meio de abraços demorados e desabafos mais demorados ainda, o amor continua a ser o mesmo.
O tempo é sempre pouco, voa, escorre pelas mãos. Mas nós, teimosas, insistimos em fazê-lo ficar, deitamo-nos às duas da manhã, pomos os nossos corações no coração da outra. E eu começo cada semana com a certeza cada vez mais inabalável que a minha mãe, no meio de Bimbys, trabalho e escola, salva o Mundo nas horas vagas. Pelo menos o meu.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Educação, sabem o que é?!

Estou cheia de pena de mim própria. É tarde, já devia estar a caminho do colo da mãe para um jantar daqueles mesmo bons e estou aqui, agarrada à Maçã.
Enfiada no meio de voos e conference calls e a atender telefonemas idiotas e mal criados das meninas do Barclaycard. Acabou de me ligar uma tipa, a quem não me apraz chamar mais nada que não seja estúpida.
Ao que parece esqueci-me (outra vez, reconheço) de pagar a mensalidade do cartão. Epá, acontece. Antes tinha Débito Directo activo, mas como (já nem sei porquê) me chateei com eles, cancelei. Claro que estava mais que visto que isto ia acontecer e eles iam ter de me telefonar.
Mas é preciso isto:
"Fala a Sra. X?
Sim, a própria.
O meu nome é Mal Educada e estou a falar do Barclaycard. A sra tem a pagamento x€, sabe, não é? Quando é que vai pagar isto?"
A introdução foi logo tão brilhante que tive que lhe dizer que efectivamente me esqueci, e que por isso sei que tenho que pagar mais 25 moquitas, mas que não me parece que aqueles sejam termos para se dirigir a um cliente, que já o é há anos. E sempre pagou, já agora.
Acham que respondeu? Nada. Ou melhor isto: " Quando é que vai pagar e como?"

Oh Senhores do Barclaycard, se é que algum me está a ler, entendam que se eu me esqueço de mudar de sapatos antes de sair de casa (e isso para mim tem muita importância) mais facilmente me esqueço da maneira como os paguei. Mas mesmo de Havaianas, sou sempre muito educada.
Acham que podem explicar aos vossos funcionários o que isso é?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Agora já não sei...

Gosto muito de ler os blogs dos outros. De homens e de mulheres. O Pedro Rolo Duarte, o Arrumadinho, o Artur in the Woods, as minhas queridas Pipoca, Melhor Amiga da Barbie e Balão. Leio coisas de uns e de outros. E claro que se há blogs dos quais não gosto, não volto lá para ler.
Mas quando não conheço dou sempre uma espreitadela.
Se fala de Política, não leio. Detesto a Democracia, às vezes. Andei eu a queimar pestanas durante 5 anos (velha guarda) a estudar políticas para agora ter de ler disparates?! Não.
Se falam de Literatura, não leio. Se falam de Macrobiótica, não leio.
Tenho para mim que se a coisa se lê, deve ser lida. Se se come, deve ser comida. Se é Política, é chato, porque eu, que não discuto essas coisas, corro o risco de ler baboseira e ter vontade de discutir.

Por isso gosto de blogs de ver, de sentir, de gostar. Se preciso de pensar muito nas coisas para as entender ou se me dão comichões no hipotálamo, não volto lá.

E sim, gosto de ver as fotos das minhas meninas. Não sei se sou fútil, mas se sou, junto-me nesse clube à Simone de Beauvoir.

Isto tudo para dizer que me pus a pensar que tipo de baiúca será esta minha. É que fui dar com o blog de um tipo, que ainda não percebi se tem distúrbios de personalidade ou se aspira a ser como Pessoa e ter heterónimos. É que o disparate é tanto, o preconceito é tanto, a idiotice é tanta, que ele não pode escrever aquilo a sério. E fiquei a pensar: o que acham as pessoas que cá vêm às Amoras?

Eu, caríssimos e numerosos (not!) leitores, orgulho-me de ter aqui a baiúcazinha muito ao meu jeito, mas sempre com respeito. Não há palavrões porque a Mãe e a Filha visitam amiúde, mas também nunca haverá cinismos nem engraxadelas. Gosto de quem gosto, de quem não gosto não quero saber. Mas fico desiludida com a Humanidade sempre que abro um blog novo e só sinto amargura.

Terapia, não? Eu sempre achei que precisava mas, face ao panorama actual, agora já não sei...

E o frio, onde anda?

Eu não sou do contra, a sério que não. Gosto de frio no Inverno, de calor no Verão e de mais ou menos no tempo mais ou menos. Mas não posso gostar disto de estarem 34 graus no dia 13 de Outubro!
Anda para aí tudo contente com o calor "ah e tal porque ainda dá para ir à praia". Qual praia, senhores? Qual praia?! É Outubro. Castanhas assadas, manhãs frias, camisolas...
Isto anda mesmo tudo trocado. E depois admiram-se de andarem por aí gripes surreais e viroses a cada esquina... Eu por mim já andava assim como a menina da foto. Andava, andava. Roubei no blog da Look a Day, não resisti. A dona da baiúca é a Ana, o blog é giríssimo e ela é super simpática. O look é da Primark.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Opá, sou tão pirosa!

Hoje pela primeira vez lembrei-me de ir ao Google ver se aparecia o meu blog. E não é que está lá?
Vamos pôr as coisas assim, para eu ficar mesmo, mesmo contente: o meu blog aparece no maior motor de busca do Mundo!!!
Estou tão orgulhosa da minha baiúca!
O próximo passo será ser visitada. E seguida. O céu é o limite!

E porque tudo tem um fim...

... hoje foi o fim.
A partir de hoje no meu coração vivem os meus filhos, os meus pais e as minhas amigas.
Vou tentar aproveitar. Obrigar-me a respirar. A sensação que tenho é semelhante a abrir os olhos com muita luz. Quando estamos a dormir e nos abrem a janela de manhãzinha. É bom ver o sol a entrar, mas custa tanto abrir os olhos...