quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Há coisas fantásticas, não há?

E não é que deve haver mesmo? E as coisas hoje começaram assim.
Foi uma daquelas manhãs em que a minha cama não me queria deixar ir embora. Estava quentinha, macia... Lá me levantei a custo, motivada pelo chuveiro quente e obrigada pelas tarefas do dia.
Arrastei-me até ao metro e dali até à empresa sem o mínimo entusiasmo.

Tomei o café matinal, fumei o cigarro matinal. Percorri os meus habituais pensamentos matinais. E como habitualmente cheguei a algumas conclusões.

Entrei na sala e entreguei-me ao computador, ao projector e a cada uma das aplicações com que precisei de trabalhar hoje. E deixei-me ir. A inércia foi desaparecendo, as nuvens foram-se dissipando e dentro daquela sala instalou-se um Sol gigante. Não que o computador, o projector ou as aplicações tenham propriedades terapêuticas, nada disso. Mas os sorrisos têm, a solidariedade tem, palavras honestas de mimo têm.
Os meus Centrums e Red Bulls são os mimos, os sorrisos, a protecção que algumas pessoas me dedicam.
Gosto de acordar com música, dar muitos beijos logo de manhã, ir trabalhar com planos a saltitar na cabeça. Não sei se alguma vez vou poder ter manhãs assim, mas até lá, obrigada a quem dedica alguns minutos do seu dia a tentar preencher as primeiras horas dos meus dias e fazer-me sentir especial.

Coisas fantásticas? Não sei. Pessoas fantásticas, com toda a certeza.

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