Hoje em dia pessoa que é pessoa tem um blog.
Eu não quero necessariamente ser uma pessoa (deixemos as inquietações metafísicas para outra altura) mas gostava de ter um blog. E aqui está ele. Sem acordos ortográficos e sem hipótese de não haver estrangeirismos. Todos os dias falo e escrevo em pelo menos três línguas. Estrangeirismo para mim é dizer bitoque!
Acredito que quase todas as mulheres solteiras na casa dos 30 sofram, em maior ou menor escala, de crises existenciais, sejam motivadas por sapatos ou desgostos de amor. Eu estou numa dessas fases. Por causa do desgosto de amor, que para aqui não interessa nada, a não ser para explicar a necessidade de terapia e catarse e consequente nascimento do blog.
Todos os dias de manhã leio o Público quando chego ao escritório. Às vezes perco-me nas bloguices e acho graça. Hoje descobri a Pipoca Mais Doce. O artigo onde era falada ressaltava os milhões de visitantes e um molhe de estatísticas que não achei interessantes. O que me chamou a atenção foram os comentários à notícia. "Ah e tal, a gaja é uma fútil" e "é o Portugal que temos" foram suficientes para me aguçar a curiosidade. Futilidade é comigo mesma e adoro gostar de coisas com que toda a gente implica. Vai daí, fui lá ver. E não é que a miúda é gira?! Chama-nos pequenos póneis, diz asneirada da grossa, tem alguns dos sapatos mais bonitos do Mundo e não me pareceu parva de todo.
Não fosse tudo isto o bastante para eu ter gostado de passar por lá, adorei as Vuittonzinhas e senti um chamamento bloguistíco. Pensei que se a "fútil, pirosa e de Direita" tem um blog para lavar a alma e dar cores às nossas faces macilentas, eu também posso.
Colega Pipoca, eu sou a Amoras. Mimi Amoras.
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