Gosto muito de ler os blogs dos outros. De homens e de mulheres. O Pedro Rolo Duarte, o Arrumadinho, o Artur in the Woods, as minhas queridas Pipoca, Melhor Amiga da Barbie e Balão. Leio coisas de uns e de outros. E claro que se há blogs dos quais não gosto, não volto lá para ler.
Mas quando não conheço dou sempre uma espreitadela.
Se fala de Política, não leio. Detesto a Democracia, às vezes. Andei eu a queimar pestanas durante 5 anos (velha guarda) a estudar políticas para agora ter de ler disparates?! Não.
Se falam de Literatura, não leio. Se falam de Macrobiótica, não leio.
Tenho para mim que se a coisa se lê, deve ser lida. Se se come, deve ser comida. Se é Política, é chato, porque eu, que não discuto essas coisas, corro o risco de ler baboseira e ter vontade de discutir.
Por isso gosto de blogs de ver, de sentir, de gostar. Se preciso de pensar muito nas coisas para as entender ou se me dão comichões no hipotálamo, não volto lá.
E sim, gosto de ver as fotos das minhas meninas. Não sei se sou fútil, mas se sou, junto-me nesse clube à Simone de Beauvoir.
Isto tudo para dizer que me pus a pensar que tipo de baiúca será esta minha. É que fui dar com o blog de um tipo, que ainda não percebi se tem distúrbios de personalidade ou se aspira a ser como Pessoa e ter heterónimos. É que o disparate é tanto, o preconceito é tanto, a idiotice é tanta, que ele não pode escrever aquilo a sério. E fiquei a pensar: o que acham as pessoas que cá vêm às Amoras?
Eu, caríssimos e numerosos (not!) leitores, orgulho-me de ter aqui a baiúcazinha muito ao meu jeito, mas sempre com respeito. Não há palavrões porque a Mãe e a Filha visitam amiúde, mas também nunca haverá cinismos nem engraxadelas. Gosto de quem gosto, de quem não gosto não quero saber. Mas fico desiludida com a Humanidade sempre que abro um blog novo e só sinto amargura.
Terapia, não? Eu sempre achei que precisava mas, face ao panorama actual, agora já não sei...
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